Autismo

Médico explica como a família observar os primeiros sintomas do TEA

Unemat Ciência/Vilmar Rodrigues Ferreira

Desde 2008, a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou 2 de abril o dia mundial da Conscientização do Transtorno do Espectro Autista (TEA). As pesquisas do TEA ainda continuam sendo um enigma para a medicina. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o autismo afeta uma em cada 160 crianças no mundo, tendo início na infância podendo perdurar durante a adolescência e vida adulta. No entanto, seu diagnóstico, muitas vezes, demora a sair.

Quanto mais precoce esse diagnóstico, melhor para a criança. Descobrir cedo permite com que as ações de intervenção sejam mais eficazes. Evidências científicas mostram que intervenções desenvolvimentais e comportamentais antes dos três anos de idade modificam de forma mais intensa e definitiva sintomas disruptivos e atrasos de linguagem e ajuda a preservar nível cognitivo e intelectual.

De acordo com o médico da Assembleia e professor da Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT), Arlan de Azevedo Ferreira, é possível fazer o diagnóstico a partir do nascimento e com mais clareza a partir dos seis meses de vida até os três anos de vida. Uma das maneiras, segundo ele, é a família observar através da exceção comportamental, inclusive a dificuldade de interação social. “Aos dois meses a criança já tem um sorriso social, já possui uma interação com a família, principalmente, com a mãe e as pessoas mais próximas. A criança que tem o espectro autista ela é deslocada, vive em um mundo paralelo, muito interno e focada nela mesmo”, explicou.

Em graus mais avançados, conforme o médico, os pacientes podem apresentar um quadro clínico diferenciado do grau moderado, onde pode observar um comportamento mais agressivo e retardo mental. “Em graus mais avançados as crianças já maiores começam a movimentar o tronco para frente e para trás, vai estar sempre com um brinquedo na mão e não solta o objeto de maneira nenhuma apresentando certa irritabilidade. Ela possui também dificuldade de interação e ausência da necessidade participar de atividades com outras crianças ou pessoas”, declarou.

O médico indica ainda que a família deve procurar um profissional preparado e muito atento para fazer o diagnóstico, já que a descoberta depende bastante da observação do desenvolvimento da criança e a identificação de sinais específicos do autismo. “Este é um assunto muito importante e de interesse de toda a população. A assembleia quando assume isso, assume a vocação que ela tem e que os deputados aqui estão tem. O tratamento do espectro autista não se restringe aos pais, a família, a escola, mas a toda a sociedade que deve reconhecer que tem um compromisso em educar, aproximar e integrar”, finalizou Arlan.

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