Autismo

“AL vai ser parceira nas construções de políticas públicas estaduais para portadores do TEA”, garante deputado

Unemat Ciência/Luciano Sousa

Desde 2008, o dia 2 de abril é uma data decretada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Neste ano, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) sediou o 1º Simpósio de Políticas Públicas: Inclusão Efetiva dos Autistas em Mato Grosso. O    evento teve a organização da ONG Ação Azul, com apoio do Grupo Nobre Autista, Movimento Orgulho Autista e a Liga Acadêmica do Transtorno do Espectro Autista e do deputado Wilson Santos.

O simpósio teve como objetivo a discussão sobre políticas públicas de inclusão efetiva dos autistas no estado, com o objetivo de sensibilizar a sociedade, parlamentares e autoridades, para a construção dessa inclusão. Atualmente, o país possui cerca de dois milhões de casos diagnosticados do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Apesar do número alarmante, os autistas ainda sofrem dificuldades em encontrar tratamentos especializados. De acordo com o deputado Wilson Santos, o autismo abrange cerca de 1% da população de Mato Grosso. “É um assunto que precisa ser tratado. Esse 1% representa em torno de 35 mil a 40 mil pessoas”, relatou.

Ainda segundo o deputado, o estado nunca tratou esse assunto de maneira responsável, mesmo sendo direito dos autistas a garantia dos custos de diagnósticos em centros especializados e acompanhamentos no setor educacional para a integração. “Daqui para frente a Assembleia Legislativa vai ser parceira nessas discussões, nas construções de politicas públicas estaduais que possam mitigar e minimizar o sofrimento e integrar milhares dessas pessoas”, declara.  

Apesar dos relativos avanços na legislação, a inclusão de crianças e adolescente com autismo é difícil. O deputado Wilson Santos disse ainda que a partir desse simpósio espera sugestões e indicações que sejam transformadas em ações efetivas e práticas possam, de fato, construir um ambiente de inclusão social e educacional para os portadores de autismo. “Que essa ação possa implicar na capacitação e na formação continuada dos professores e dos demais profissionais da educação, que possamos sofisticar nossas escolas ao ponto de entender as diferenças individuais de cada ser humano, e estar preparada para acolher essas pessoas, onde é preciso ter essa tolerância para compreender as diferenças e construir uma sociedade verdadeiramente inclusiva”, finalizou.

Para o Deputado Estadual Ulysses Moraes (DC), que também aproveitou para acompanhar o evento, o debate precisa ser levado para a esfera pública com o objetivo de conscientização da população e do poder público, pois acredita que boa parte das pessoas não conhecem o autismo e nem sabem reconhecer um autista. “Eu sei porque tenho um primo na família que sofre de autismo, a situação é um tanto quanto delicada, o diagnóstico é complicadíssimo, a parte da aceitação inicial da família é um quanto tanto delicada. Quando você leva isso para o espaço público e a importância do parlamento nessa discussão é para tratar de forma adequada e responsável o assunto, e também propagar isso para que as pessoas que não passam por isso em casa, entendam e compreendam cada vez mais a importância da inclusão dessas pessoas”, explicou.

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