Tangará da Serra

Preocupação com dengue e zica aumenta com período de chuvas


Caleci Almeida

O período de novembro a maio é considerado época de maior índice epidêmico para as doenças transmitidas pelo mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, o Aedes aegypti. Isso porque o calor e as chuvas são condições favoráveis. Em função disso, as equipes da Secretaria de Saúde, de Tangará da Serra, através do Setor de Endemias, intensificam os trabalhos de combate ao mosquito, bem como de orientação à população pela necessidade de manter as residências limpas.

As visitas as residências são periódicas, em todas as áreas da cidade. A agente da Vigilância Epidemiológica Maria Pereira fala que a população está mais consciente e receptiva da importância desse trabalho prestado. “Todos os anos esse procedimento é retomado, de porta em porta, para reforçar a necessidade de manter as casas e quintais, sem objetos que acumulem água”, afirma Maria.

Ainda segundo informações do Setor de Endemias, os agentes olham tudo o que pode ser tornar um possível criadouro do aedes aegypti, tais como pneus, latinhas de refrigerante, vasos de plantas, vasilhas de animais domésticos, entre muitos outros objetos que acumulam água. Além disso, conversam com os moradores, explicam sobre o perigo de contrair a doença e os possíveis sintomas.

A agricultora Laurinda Gonçalves, do estado do Amazonas, está passando uma temporada em Tangará da Serra na casa da filha e se surpreendeu com o trabalho dos agentes. “Lá onde eu moro nunca recebi em minha casa pessoas da vigilância. Se tem esse serviço eu não conheço, mas mesmo assim tomamos muito cuidado”, relata dona Laurinda.

Secretaria Municipal de Saúde – Em Tangará da Serra, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, as estatísticas também tiveram um aumento. Tanto em casos notificados, quanto confirmados, os números mais que dobraram, levando em conta os últimos vinte meses. Segundo a enfermeira responsável pelo Setor de Endemias Juliana Herrero, às notificações são necessárias e fundamentais para a prevenção. “Os trabalhos de rotina são diários e mantemos os agentes de saúdes e de endemias sempre em loco para identificar e bloquear os casos suspeitos. Quando recebemos essa notificação imediatamente é repassada para a Vigilância Ambiental que faz o bloqueio na residência da pessoa infectada e em toda a proximidade”, explica.

Ministério da Saúde – De acordo com dados do Ministério da Saúde, a chikungunya em Mato Grosso teve um aumento de 318%, enquanto que os casos de zika reduziram 72,5% e os da dengue em 23%. Os registros de chikungunya deixam o Estado entre as sete unidades federativas com grande aumento, em segundo vem Mato Grosso do Sul. Por isso, o alerta é mostrar que a união de estados e municípios e população em geral é a melhor forma de derrotar o mosquito, principalmente nesse período epidêmico.

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