OFICINA INTERCOM

Mesmo com crise, feirantes do “Beco da Matriz” preferem ser autônomos

Geovanna Santos Morais (Objetivo/Rio Verde-GO) e Matheus Guerreiro (Objetivo/Rio Verde-GO)/DA REPORTAGEM

Seo José Maria, de 49 anos, que escapou da quase desocupação da feira do “Beco da Matriz”, no centro de Cuiabá, reclama hoje da crise econômica do país, no entanto não se arrepende de ser autônomo. Há algum tempo ele tem notado que seu empreendimento não está dando lucro para suprir todas as necessidades, deixando sua conta no vermelho.

Mesmo com a situação econômica brasileira, seo José, como a maioria dos feirantes, afirma que ainda é melhor continuar como autônomo, “driblando a crise”, do que voltar à condição de empregado formal, já que as vendas permitem uma possibilidade maior de lucro financeiro que o ofício com salário mínimo.

 

Mesmo aposentado, o militar Emílio Vieira Moura trabalha de forma autônoma. (Foto: Da reportagem)

“Cuiabá não anda tendo perspectiva no mercado. São poucas as oportunidades de emprego que te dão a chance de progressão de carreira nas empresas. Desse jeito é melhor ser dono do próprio negócio”, afirmou José Maria.

Ele foi um dos cerca de 50 trabalhadores locais que participou de um abaixo-assinado com a Prefeitura de Cuiabá, garantindo o livre comércio dos autônomos no “Beco da Matriz”, atrás da catedral católica. O documento provocou uma mudança no poder público fazendo-o repensar o impacto cultural e econômico que a ausência desta feira causaria à cidade. Toda a luta foi realizada de forma pacífica pela Associação Mato-grossense dos Artesãos (Ama).

 

Na labuta do dia a dia

Uma das famílias resistentes a esta desocupação é a da artesã Glécia Maria Costa Silva, 36 anos, que relata ter sete anos de trabalho como autônoma. Ela precisa importar matéria-prima de outro estado e produz suas peças e bijuterias de capim dourado para vender na feira. Glécia já trabalhou com carteira assinada em várias lojas como vendedoras e, cansada de se submeter a seus patrões e buscando uma melhor qualidade de vida, optou por abrir seu próprio negócio.

Emílio Vieira Moura, 73 anos, é aposentado da carreira militar. Ele nos relatou que sempre teve uma vida ativa e para não ficar em casa durante o dia vende os produtos empalhados na madeira que seu filho, portador de necessidades especiais, produz. Todo o dinheiro é dado ao filho como forma de incentivo pelas obras esculpidas e para ajudá-lo com as despesas de casa.

Anúncios

Um pensamento sobre “Mesmo com crise, feirantes do “Beco da Matriz” preferem ser autônomos

  1. Pingback: focagen

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s