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Falta de acessibilidade gera debate na UFMT

Franciele Pelissari (Fasipe/Sinop-MT) e Lucas Alencar (Unemat/Alto Araguaia)/DA REPORTAGEM

A mudança no acesso à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) pela Avenida Fernando Corrêa d Costa está causando discussões na comunidade acadêmica. O local oferece riscos às pessoas e o espaço dificulta a locomoção dos portadores de deficiências físicas. A reforma foi feita no inicio do semestre pela Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) da UFMT para resolver problemas que já dificultavam o acesso ao local.

O antigo portão foi interditado e se construiu uma abertura ao lado. “O local ficou melhor do que estava, eu gostei bastante, mas o espaço para cadeirante é pequeno, deveria ter pensado nisso também”, relata o acadêmico do 3° semestre curso de Educação Física, Breno Francisco Oliveira Silva, 19 anos.

A abertura faz um “ziguezague” dificultando a passagem de cadeirantes pelo espaço estreito. O deficiente físico Paulo Roberto, do 4º Semestre do curso de Psicologia, 38 anos, passa diariamente pelo local e critica a reforma. “A mudança da entrada só modificou a estrutura, pois quando havia a roleta os cadeirantes utilizavam um portão lateral que sempre estava trancado a cadeado, deixando o deficiente exposto ao sol. O espaço continua com muitos problemas físicos”.

Poderiam ser feitas passarelas especiais ao longo da instituição, complementa o acadêmico. Para se locomover, Paulo precisa da ajuda dos colegas, principalmente para desviar dos desníveis das calçadas. O estudante ainda critica o mal funcionamento do elevador. “Quase nunca funciona e eu já cheguei a ficar trancado sem luz dentro dele”.

O desabafo de Paulo mostra que muitas melhorias devem ser feitas para assegurar o direito ao acesso digno para os cadeirantes, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. É o que diz a Lei 7.853/89, que estabelece o apoio a quem é portador de deficiência e sua integração social.

As pessoas devem se conscientizar que o deficiente precisa de ajuda para se locomover, relata a universitária Natali Rodrigues, 21 anos. Ela é cadeirante e cursa o 3º período de Pedagogia. “As pessoas devem melhorar também o interior, em ajudar quem precisa, muitas pessoas fingem que não nos veem”, lamenta.

A reportagem ligou na parte da tarde para a Sinfra a fim de ouvir a posição da universidade sobre o assunto, mas o  telefone tocou até cair a ligação.

Estatística 

Segundo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), no Brasil são aproximadamente 45,6 milhões de pessoas declaradas com alguma deficiência. A visual foi a mais apontada, atingindo 18,8% da população, em seguida vêm as motoras (7%) e auditivas (5,1%).

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